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FAQ

Preciso escrever a spec e o roadmap, ou o N45 faz?

O N45 faz. Você descreve o que quer em linguagem natural; ele conduz o discovery, propõe a spec (fluxos, telas/contratos, casos de erro) e gera o roadmap com tasks. Você aprova em cada etapa — a intenção, a spec, o roadmap — e ajusta o que quiser antes de qualquer código.

Por que usar o N45 em vez de só conversar com a IA na IDE?

Conversar direto funciona pra mudanças pequenas, mas a IA esquece o contexto entre requisições, não segue seus padrões de forma consistente e não revisa o próprio trabalho. O N45 adiciona estrutura (discovery → spec → roadmap → execução), revisão por padrão (um revisor por task), memória (STACK/PATTERNS/PROJECT ficam no .n45/ e alimentam execuções futuras) e você no controle (toda decisão relevante para pra perguntar).

Qual a diferença entre o caminho rápido e o estruturado?

Numa feature de projeto, o N45 decide na triagem: mudança pontual e clara (sem novo contrato, sem migration, sem mudança arquitetural) → caminho rápido (aplica direto numa branch). Qualquer coisa maior → caminho estruturado (discovery + spec + roadmap + execução por fase). Features de workspace são sempre estruturadas (têm um CONTRACT). Veja Construir uma feature.

O N45 tem algum custo além da minha assinatura de IA?

As chamadas de IA usam a conexão da sua própria IDE com seu provider (Anthropic, OpenAI, etc.) — o N45 não cobra tokens à parte nem intermedia o modelo. O que o N45 pede é uma licença ativa pra usar o produto. Ou seja: você paga sua IA (como já paga) + a licença do N45.

Qual modelo de IA devo usar?

Use o mais capaz e recente disponível na sua IDE (na família Claude, o modelo mais novo). O N45 orquestra vários subagentes com contratos estritos, e a qualidade do resultado acompanha a qualidade do modelo. Modelos mais fracos funcionam, mas entregam menos.

O N45 edita meu código sozinho?

Não diretamente. O orquestrador nunca escreve código — ele delega a subagentes especializados que trabalham em worktrees isoladas (cópias de trabalho separadas). Você vê o resultado, revisa e aprova antes do merge. Nada vai pro seu código principal sem passar por você.

O N45 roda testes?

Sim. Comportamento testável (endpoint, regra de negócio, cálculo, validação) sempre recebe teste — faz parte do critério de conclusão de cada task, e um revisor confere. "Sem testes" só vale pra protótipo genuinamente descartável, e com sua confirmação explícita.

O que acontece se uma task travar ou falhar?

O N45 não empurra com a barriga. Se uma task não consegue concluir (dependência externa, ambiguidade, erro de infra), ela é bloqueada e o N45 escala pra você decidir — em vez de entregar código quebrado. Problemas fora do escopo viram tech-debt registrado, não correções silenciosas.

Posso ajustar a spec ou o roadmap depois de gerados?

Sim. Você revisa e ajusta a spec antes de aprovar. Durante a execução, se perceber que algo precisa mudar, o N45 recomputa a parte afetada (a spec de workspace é imutável com roadmap ativo, mas o change-spec re-planeja só o que mudou).

Consigo retomar um roadmap depois, em outra sessão?

Sim. Todo o estado vive no .n45/ do seu repositório (roadmap, tasks, worktrees). Feche a IDE, volte semanas depois, rode /n45 — ele lê o estado do disco e continua de onde parou. No workspace, o estado é lido do disco de cada membro.

O N45 mexe no meu git?

Sim, de forma disciplinada e transparente. Cada feature nasce numa branch própria (a partir de uma protegida, ou da sua branch atual se você escolher). Os subagentes trabalham em worktrees. Na finalização, você escolhe merge ou Pull Request e a branch protegida de destino. Nada é feito sem sua confirmação.

Ele vai dar push ou abrir PR sem eu pedir?

Não. Ao finalizar, o N45 pergunta se você quer merge ou PR e qual a branch protegida de destino. O push em si permanece com você. Ele nunca mescla numa protegida ou abre PR sem você escolher.

Pra que serve a pasta .n45/worktree/?

É onde o N45 cria worktrees — cópias de trabalho isoladas para cada task rodar sem interferir na sua árvore principal. São temporárias: limpas após o merge (ou via cleanup-worktree). A pasta é gitignored.

Posso usar o N45 num projeto que já existe?

Sim. Na primeira vez, o N45 analisa seu código e gera a documentação-base (STACK, PATTERNS, PROJECT, RUNBOOK) — a "memória" que ele usa pra respeitar suas convenções. A partir daí, cada feature constrói sobre esse contexto.

O N45 vai mudar meus padrões ou minha stack?

Não. Em projeto existente, o N45 preserva o que já está em uso — não migra sua linguagem, framework ou banco. O que a feature introduz de novo segue seus padrões (e, se houver políticas de organização, conforma a elas). Regra: preserva o existente, conforma o novo.

Quando devo usar um Workspace em vez de um Project?

Use Project quando o trabalho vive num único repositório (mesmo um monorepo — é um repositório). Use Workspace quando seu produto vive em vários repositórios e você quer features que atravessam eles como uma coisa só. Veja O que é um Workspace.

Como atualizo o N45? E o que é "rode upgrade primeiro"?

Rode npx n45-ai@latest upgrade — ele migra o .n45/ e atualiza as skills (num workspace, roda em cada membro). Se você tentar um init com uma versão diferente da que configurou o projeto, o N45 para e pede o upgrade antes: isso garante que o .n45/ seja migrado antes das skills novas rodarem contra um schema antigo.

O N45 manda meu código pra algum lugar?

O N45 em si não envia seu código pra lugar nenhum. As chamadas de IA passam pela conexão existente da sua IDE com seu provider (Anthropic, OpenAI, etc.). O N45 só vê as respostas, nunca seu código como uma transmissão separada. Os dados que ele guarda (.n45/) vivem no seu repositório. São seus.

Posso alternar entre Claude Code, Cursor e Codex?

Sim. Rode npx n45-ai@latest init de novo no mesmo projeto a partir da outra IDE — o N45 detecta a nova ferramenta e instala a configuração correspondente junto da existente. Você pode usar as três indistintamente.

Quais linguagens são suportadas na análise do N45?

Qualquer linguagem. O N45 lê código fonte como texto e raciocina sobre ele usando o modelo do seu assistente de IA. Documentos como STACK e PATTERNS refletem o que o modelo consegue interpretar — tipicamente excelente pra linguagens mainstream (Python, TypeScript, Go, Java, C#, Rust, Ruby, etc.) e razoável pro resto.

Funciona em monorepos?

Sim. Rode npx n45-ai@latest init na raiz do monorepo — o N45 lê padrões em todos os pacotes. Se o seu produto vive em vários repositórios (polyrepo), use um Workspace, que coordena os repositórios como membros e planeja/executa features que atravessam todos, de uma sessão só.

Funciona offline?

Não. O N45 precisa de rede pra validar sua licença (verificação ocasional), fazer as chamadas de IA (via sua IDE) e baixar atualizações. O binário roda localmente, mas os workflows que dirigem agentes exigem conexão.

Posso usar o N45 em CI?

Não no momento. O N45 foi desenhado pra sessões interativas dentro da sua IDE, onde o humano toma as decisões. Casos de uso em CI (PRs auto-gerados, refactors agendados) estão em avaliação, mas ainda não são suportados.

O que acontece quando eu desinstalo o N45?

Não tem uninstall formal — apenas delete .n45/ do seu projeto. Os arquivos de configuração da IDE (CLAUDE.md, .cursor/rules/, AGENTS.md) guardam o bloco do N45 entre marcadores <!-- n45:start --> e <!-- n45:end -->. Remova esse bloco (ou o arquivo inteiro se foi criado pelo N45) e pronto.

Minha IDE não é suportada. O que posso fazer?

Hoje o N45 suporta Claude Code, Cursor e OpenAI Codex. Se você quer suporte pra outra ferramenta, escreva pra support@n45.tech com seu caso de uso.